quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

PRESENTAÇO DE NATAL I

Em meio a uma gostosa noite regada a bom papo, lembranças, devaneios, cerveja geladaça e cachaça, fiz um pedido. Não, não foi ao papai-noel, foi ao querido Daniel Vainsencher que o atendeu prontamente e me presenteou com o belo texto (que segue) sobre a paternidade. Pois bem, ele agora também tem um BLOG e poderá nos alimentar com seus pensamentos, idéias e sentimentos.

Obrigada, Dani! Eu sabia que seu brilho nos olhos quando falava da Ana Luísa só poderia render coisa boa.

Um FELIZ NATAL para todos!

**************************************************************


Por Daniel Vainsencher

Certa vez na praia da Enseada (Ubatuba) estava com a Ana Luísa, minha filha, dormindo confortavelmente no meu colo enquanto conversava com outro freqüentador do quiosque. Ele reparou na Ana e citou um amigo: "Quando a minha filha dorme no meu peito me sinto Deus".

Achei bonito. Entendi a imagem de proteção, segurança e referência que o pai representa para a pequena criatura. Hoje, alguns meses depois - ela está com 1 ano e 2 meses -, reflito sobre o que ouvi.

Aprendi muito desde então. Vi os dentes nascerem. Vi novas expressões brotarem a cada experiência. Sei a história de cada manha, de cada palavra: dois, (S)antos, gol, noel, papadel (Papardelle - juro), Bil (Gil), dodói, senta, sentei, sentô, auau, tato (gato), cabô, dedão, fô (flor).

Ensinei e aprendi novas caretas. Observei muito. Muito mesmo. Dormindo, brincando, mamando, chorando, brigando, dançando. Quanta coisa. O que a alegra, irrita ou chateia. Descobri muitas coisas. Outras não faço idéia. Porque não gosta de roupa? "tila, tila", diz puxando a blusa num frio dia paulistano. Porque dá cabeçadas sorrindo. Isto mesmo. Basta que eu diga: "cadê o cabeção, filha" e o pequeno aríete entra em ação. Os alvos preferenciais são a janela e a minha própria cabeça. Gosta de samba, mas está numa fase mais blues. Gosta de música. Pede: "múta, múta"

Me envolvi com todas estas descobertas. Fiquei mais terno e mais emotivo. Reflito mais antes de fazer. Aprendi a observar como nunca. Principalmente: reaprendi a me encantar. Me sinto próximo, muito próximo deste pequeno ser. Tão próximo como apenas um pai poderia estar, não um Deus.

beijos filhota.

2 comentários:

Rodrigo disse...

O maior amor do mundo!

Vanessa Dantas disse...

Quando minha sobrinha está no meu colo é tudo de bom!