terça-feira, 24 de novembro de 2009

PINGO DE GENTE

Foto: tirada pela japa-mãe. A pequena Lívia abraçando a boneca - presente meu! Reparem no cabelo da japa imitando o da boneca.


Toca o telefone, nesse final de tarde chuvento (chuva + cinzento). É a mama:
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- Filha! É rapidinho, só liguei só pra contar da Lívia (minha pequena e amada sobrinha "japa girl" que acaba de completar 3 anos).
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- Diga, mama!
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- Falei pra Lívia que estou recuperada da cirurgia e que essa será minha última noite na casa dela, que amanhã volto pra casa. Ela respondeu: "nem pensar!". Depois ela queria comer doce e a Néia (empregada, babá, secretária, pau pra toda obra) ao falar que daria só um pouquinho (recomendação da japa mãe), ela mandou "já sei, é pra barriga não crescer igual a do papai!" Evidente que as duas (mama e Néia) caíram na risada e então ela continuou: "eu sou muito engraçada!".
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O resto é previsível. Tô largando tudo e correndo pra lá.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

FERIADO NA ROÇA

Fotos: Vanessa Dantas. Fazenda Jardim, Serra da Bocaina.
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Feriado na roça é assim: a gente mal chega e a cachorrada abanando o rabo vem dar as boas vindas. Tudo sempre igual e completamente diferente da cidade. Antes, quando não havia luz, usavamos velas e lampiões. A luz trouxe a geladeira, garantindo as cervejas geladas por mais dias, mas felizmente ainda não trouxe a internet. O celular também não pega, o que torna os dias na roça ainda mais especiais. Sem celular, sms, internet, msn, skype, twitter, blog, orkut, facebook. Trocamos tudo isso pela rede e um livro. Pela conversa olho no olho e o contemplar. Podemos dar migalhas aos patos, descascar laranja, tirar foto de flor, brincar com o gato. E com a criança que pra tudo ri. A graça do nada a fazer. E o tempo para matar. Andar a cavalo, cachoeira, caminhar. Devorar o queijo do café da manhã que é feito na fazenda, assim como o doce de leite e os biscoitinhos "dos Moraes". A comilança preparada no fogão à lenha é servida depois da farta mesa de aperitivos, cerveja e caipirinhas de boa cachaça. Um cochilo no meio da tarde pra aliviar a porranca. Banho de chuva, e de chuveiro de água aquecida no fogão à lenha. Os dias de sol, as tardes de chuva fresca e as noites de luar. A temperatura perfeita para dormir de cobertor. A noite pede vinho, pede pão, pede queijo. Um pouco de música, e papo bom. Todos juntos, reunidos na sala com a lareira acesa nos dias mais frios. E a noite vem, e não demoramos a dormir porque o barulho da mata acolhe, aconchega, como cantiga de ninar.
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Mais um espetacular feriado na centenária Fazenda Jardim da querida família Penna e uma novidade para o meu currículo: aprendi a tocar gado. Pois bem. Além de professora universitária, pesquisadora, aprendiz de escrivinhadora e tiradora de fotos, agora sou tocadora de gado (nas horas vagas). Pra quem não tocava nada, voltei da roça me achando!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

BEIJE, VOCÊ ESTÁ SENDO FOTOGRAFADO!

Fotos: Vanessa Dantas

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

QUERIA MAIS...


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10 filmes. Foi o que consegui aproveitar da 33 Mostra Internacional de Cinema. Com empenho, e relativa organização do pouco tempo disponível, me pareceu um resultado até positivo. Tive sorte, pois nenhum dos filmes me fez dormir ou sair da sessão para um café. E olha que 3 deles assisti numa tacada só, com intervalo de 15 minutos entre um e outro para o xixi e água. Dias quentes trocados pelo escurinho, tela grande e ar condicionado. Sozinha ou acompanhada. Segue um pouquinho do que vi:


DOR FANTASMA
O título já entrega tudo. A dor fantasma é a sensação dolorosa referente ao membro amputado. No caso, o mocinho da história é quem perde parte de uma perna. Ciclista, charmoso, "pegador", pai, sortudo com os amigos, e vagabundo. Embora o roteiro não traga nada de novo, achei um bom filme. Boa direção. E pra quem tem facilidade de chorar, vale levar o lencinho. Eu, que sou durona, deixei as lágrimas empoçadas sem derramar nenhuma. Foi um dos selecionados do público (categoria novos diretores) e na referida sessão, todos os jurados estavam presentes. A Suzana Amaral é uma velhinha linda.
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CRIMES DE AUTOR
Escolhi por causa do diretor: Lelouch. A trama é boa, muito boa. Você passa o filme inteiro sendo enganado. Imaginando o que não faz sentido. Inventando coisa onde não tem. Feliz escolha, e no CINESESC melhor ainda! Diz a lenda que o diretor chegou a assinar o projeto sob o pseudônimo de Hervé Picard, mas assumiu a autoria pouco antes de sua exibição no Festival de Cannes.
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A MULHER DO LADO
Também escolhi por causa do diretor: Truffaut. A possibilidade de ver filmes antigos na tela gigante me fascina. Caiu como um presente, dos bons. O roteiro aparentemente comum é revelador, principalmente pelo lado psicológico dos personagens. A trama conta a vida de um casal que tem a rotina alterada com a chegada dos novos vizinhos. A tragédia da paixão. Romance, traição, cumplicidade, perdão, explosão. Excelente. Acerto maior foi não tê-lo assistido antes. Não podia, é certo. Me descobri muito menos disparatada do que supunha.
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MAKING PLANS FOR LENA
Mais do mesmo. Christophe Honoré de sempre. Filme sem final. Acaba e pronto. Delícia contemplar o Louis Garrel mais uma vez. Bom, mas não recomendo pra qualquer um. Pode ser chato pra quem não gosta de filme beeeem francês. Eu gosto.
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CÚMPLICES
O fime começa com o corpo de um garoto morto num lago. É pesado, mas bom. O final é previsível, o filme nem tanto. O melhor foi assistir na preferida sala 10 do Bourbon, descalça, com os pés na mega super hiper poltrona, e sair do cinema com o shopping fechado.
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MAU DIA PARA PESCAR
A história (produção uruguaia e espanhola) se passa na América do Sul, no vilarejo de Santa Maria, na Argentina, onde o trambiqueiro e agente de um lutador de luta-livre alemão faz a proposta de mil dólares para aquele que conseguir resistir o gigante por 3 minutos no ringue. O final não poderia ser outro, e confesso que gostei. Dentre as pérolas está: "-Eu só fumo porque incomoda os outros" “-Excelente razão”. Baseado em um conto de Juan Carlos Onetti.
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OS DISPENSÁVEIS
Ganhou prêmio de melhor diretor e ator (Competição de Novos Diretores). Eu dispensaria os prêmios e o filme. Cheguei e a sessão já tinha começado. Devo ter perdido algo muito importante, pois não encontrei nada que justificasse o sucesso. A história de um garoto que esconde o corpo do pai morto em casa com medo de ir parar no orfanato. E como desgraça pouca é bobagem, a mãe depressiva encontra-se internada numa clínica. Agora me diz, precisa de tudo isso?
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QUERIDO LEMON LIMA
Americano bobinho, escolar, que só valeu para deixar a tarde um pouco mais leve depois do filme anterior. Filme adolescente, perfeito para Sessão da Tarde. A personagem principal se chama Vanessa. Achei ela mais boba do que eu, se é que isso é possível.
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O ABRAÇO CORPORATIVO
Ganhou prêmio de melhor documentário. O começo é estranho, dá vontade de sair. Mas logo se justifica e fica bem interessante. Todo jornalista deveria assistí-lo. E o mundo corporativo também. Bela crítica à falta de checagem das fontes e aos oportunistas de plantão.
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O SOL DO MEIO-DIA
Eliane Caffé, a mesma diretora do memorável Narradores de Javé, mais uma vez, acertou a mão. Excelente direção. Maestria na luz e brilhantismo no som. Chico Dias impecável e poesia pra arrematar. O fim ganha o filme. Não importa o motivo, e sim o que foi feito. Um tiro no peito. E se não fosse o barbudo lindo do meu lado, eu teria saído do cinema ainda mais pensativa. A equipe do filme estava lá. Foi engraçado, sem querer, recebi os parabéns pelo filme que não fiz.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

ENTREVISTA PARA O GUIA DA VILA MADALENA



Com uma discordância ou outra, inclusive no meu nome que saiu errado (Vanessa Duarte (?) Dantas), acaba de sair a entrevista que dei para o GUIA DA VILA MADALENA sobre minha dissertação de mestrado VILA MADALENA: IMAGENS E REPRESENTAÇÕES DE UM BAIRRO PAULISTANO. Para ler a entrevista, basta clicar aqui.
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Segundo "meu pesquisador" que completou 22 aninhos ontem (parabéééns!): "Você ficou muito jeca na foto da entrevista! Os caras te zuaram, meu! E você nem para dar uma risadinha". Enfim, coisas de moleque, da simplicidade e autenticidade de falar a verdade. Adoro! Mas fazer o quê? Sou eu! ;o)
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ANTES QUE O MUNDO ACABE...

Enquanto tento assistir o que restou da Mostra Internacional de Cinema, enquanto procuro um vestido longo e lindo para ser madrinha do segundo casamento da prima carioca, enquanto meu chefe decide se vou ou não à Brasília, enquanto resolvo se cancelo ou não a acupuntura da sexta-feira, enquanto não saro de uma gripe que parece eterna, enquanto preparo o relatório monstro que deixa o outro chefe feliz, enquanto corrijo o TCC dos meus alunos, enquanto penso em retomar a insana ideia de um doutorado pós encontro com o grupo de estudo de Socioantropologia da Hospitalidade, enquanto minha pequena sobrinha completa 3 anos da mais pura boniteza, enquanto tento falar com uma amiga que aparentemente desistiu de mim, enquanto seco o time dos outros, enquanto derreto na cidade-concreto, enquanto adio a visita a amigos queridos, enquanto cogito Bocaina, Rio e até Bahia para o feriado do 20 de novembro, enquanto respondo "não sei" quando me perguntam o que pretendo fazer na passagem do ano, enquanto a cerveja gela, enquanto não ganho na mega-sena sem jogar, enquanto espero ele propor me encontrar, enquanto resolvo de uma vez por todas arrumar a bagunça do quarto, e do meu coração... Eu recomendo: leiam dois fantásticos textos que falam de futebol, de gente, de paixão e, claro, Copa do Mundo!
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Ambos disponíveis no: http://www.copa2014.turismo.gov.br/. Realmente imperdíveis!


TEXTO 1: Meu personagem da semana: Nelson Rodrigues. Por Eduardo Goldenberg.
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TEXTO 2: Deus não joga dados. Por Edin Sued Abumanssur.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

TAURINOS QUASE GÊMEOS

Ele sabia que às quartas ela chegava tarde, já era quase meia-noite, mesmo assim resolveu ligar. Não podia voltar para Londres sem dar um beijo de despedida nela. Foi até a sua casa com o propósito de não demorar, mas a conversa, como sempre, se estendeu. Reparou nas mudanças do apartamento, na nova disposição dos móveis, na amplitude da sala. Enquanto ela se libertava dos sapatos e preparava algo para comer, ele bisbilhotava a estante de livros. Começaram com a lembrança da última vez que esteve no Brasil - ele lavava a louça depois de um almoço na casa dela, quando o moço que a cobiçava na época, e que ela tinha dado um cano, apareceu. E, atendendo a um pedido "de pé de ouvido" dela, naquele dia, ficou apenas mais 10 minutos e partiu. Pararam por aí. Não precisava saber dos detalhes da cobiça com sucesso e de todas as presepadas vividas depois. E então passearam pelas amenidades, preferindo os atalhos da conversa leve, ao som de uma cantora brasileira que ele ainda não conhecia. Conversaram sobre Londres, sobre o trabalho dele lá, e o dela aqui. Falaram da situação do Palmeiras - time do coração dos dois. Ampliaram para o Brasileirão, mas evitaram ser monotemáticos. E assim prosseguiram como se fosse possível falar tudo o que ocorrera na ausência dos últimos anos. Não tinham ambição de conseguir, mas era natural a vontade de querer aproveitar o pouco do tempo que sobrara antes dele partir. Sabiam antemão que não alimentariam troca de e-mails, aquilo não fazia bem pra ele e ela respeitava. Ele que tem a bicicleta como meio de transporte, trabalho, lazer e até competição, lamentou quando ela assumiu que mantinha a preguiça em cativeiro. Ele reclamou do nível das conversas do lado de lá, da profundidade, do repertório preguiçoso e da pouca erudição dos colegas estrangeiros. Elogiou os amigos brasileiros e a troca interessante propiciada a cada encontro. Falou que sentia falta disso por lá. Um ou outro romance vivido foi citado, apenas de forma superficial. Na corujisse máxima, ela aproveitou para mostrar um pequeno vídeo da sobrinha de quase três anos cantando Roberto Carlos. Ele vai ser tio, e esta foi a forma que ela encontrou de dizer que ele não poderia continuar longe, que era preciso ver o bebê nascer e crescer. Ele ouviu e considerou, repousando a cabeça na almofada. Os corpos começaram a dar sinais que a madrugada adentrava, na medida em que ela afundava no sofá - verdadeiro cúmplice de gargalhadas, amassos, bebedeiras, lágrimas, preguiça, cansaço e dor. O fato é que as horas corriam rapidamente, ali e por todos os dias. E nessa, ele aproveitou para confessar que, às vezes, se sentia velho. E então ela lembrou de uma das primeiras e mais importantes descobertas logo que se conheceram: ambos nasceram no mesmo dia, do mesmo ano, e quase no mesmo horário. Ela era mais velha que ele, apenas 15 minutos. E na época, da descoberta, ele chegou a sugerir que rachassem um mapa astral.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MAIS DO MESMO

Lendo o texto do Bolonistas de ontem escrito pelo Fernando Amaral, e o de hoje do Blog do Moa, onde ambos citam o Serafim e Santa Teresa, senti vontade de postar esta foto que, assim como as fotos do post anterior, também foi tirada neste sábado, no Bar do Mineiro.
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Foto: Vanessa Dantas

FRAGMENTOS VESPERTINOS E NOTURNOS DA CIDADE MARAVILHOSA!

Porque na parte da manhã... eu durmo!


Teve de tudo. Trabalho. Trânsito. E festa da "firma". Pavão Azul. Pataniscas. E Original geladaça no pé da árvore. Papo de futebol com a mesa ao lado. Ilustres desconhecidos. Dia de sol. Praia. Matte. Água de coco pra hidratar. Queijo coalho. Havaianas. Ipanema. Troca de idéia com Iemanjá. Boteco pós praia com areia. Rabada com agrião. Feijoada não. Mineiro. Magnífica. Santa Teresa. Boa companhia. Não teve show do Moa porque não deu tempo. Mas teve marchinha de carnaval na rua em prol do bonde. Chacrinha. Pré-estréia. Oh Terezinha! Mais praia. Mais areia. E frio na barriga. Lembranças. Das boas. Cheiro. Intuição. Jogo de futebol na TV do bar. Picadinho. Flamenguixxxta que não acaba mais. E fim de noite na Tijuca pra arrematar.

Fotos: Vanessa Dantas

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O corpo é a casa. A alma é o quintal.

(tava lá, escrito na porta do banheiro do Bar do Mineiro)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

MAIS UM POUCO DE TURISMO COMUNITÁRIO

Saiu hoje no caderno de Turismo do Jornal CRUZEIRO DO SUL o artigo escrito por mim: "O caso da prainha do Canto Verde" que fala sobre o Turismo de Base Comunitária e o ótimo modelo a ser seguido localizado no estado do Ceará (para ler na íntegra, basta clicar aqui).