domingo, 13 de junho de 2010

A AMIGA DA AMIGA DA MINHA AMIGA

A amiga da amiga da minha amiga namorou quatro anos, casou há cinco. Tudo bem meu bem, até que a mudança no comportamento do marido suscitou desconfiança. Pouco sexo, impaciência, excesso de compromissos, viagens, trabalho, celular desligado, desculpas esfarrapadas. Juntando os dois clichês “onde há fumaça há fogo” e “quem procura acha”, achou. Fogaréu, incêndio.
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O amado dormia “de conchinha”, fazia planos e trocava declarações. Não somente com uma. E há mais de três anos.
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Doeu. Tremeu. Chorou. Vomitou.
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Documentou. Procurou um advogado, se organizou. Calou.
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Jantaram juntos ontem, comemorando hipocritamente o Dia dos Namorados. Hoje à tarde, depois do almoço, seria o momento de pedir a separação. Decidida, não contaria nada do que sabe. Nada de descer do salto. Quer a metade do patrimônio que conquistaram no período e só, somente só. A merda vai pro ventilador apenas se ele dificultar a separação.
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A história não é nova, sabemos. Muitos homens traem, pouquíssimos são profissionais. Muitas mulheres (quando desconfiam) fuçam, são raras as que conseguem, ao descobrir algo, manter a classe. Confesso: estou curiosa pra saber o final, ou melhor, pra ver até onde vai a frieza o equilíbrio dela.

4 comentários:

Suzana Inglez (Suka) disse...

Caraca, Van! Curiosíssima pelo desfecho.
Bj. Suka

Melissa Mell disse...

A mãe da minha amiga fez mais ou menos a mesma coisa. Descobriu a traição, morreu por dentro, passou as Festas de final de ano com o marido e os filhos.
Assim que voltou pra casa, após o primeiro dia de trabalho do novo ano, o digníssimo esposo encontrou todas as suas coisas arrumadas em malas.
A mãe da minha amiga não derramou uma lágrima, não se emocionou ou comoveu. Comunicou que acabou, que não tinha volta e trancou-se no quarto.
Ele nunca soube que ela descobriu a traição dele. Ela teve um caso com o melhor amigo dele depois, para machucar. Ela ainda é apaixonada por ele, deep down. Isso faz uns 30 anos.
De que são feitas essas mulheres?

Danyel Parisse disse...

Ha, casou direitinho com o ultimo papo que tivemos na saidera, dizendo sobre alguns homens que por mais q insistam não conseguem fugir do esteriótipo de cafajeste.Digamos que a curiosidade até bateu, mas no final das contas tudo da certo sempre.
Abraço,

Danyel , amigo do Du , do Empanadas

Vanessa Dantas disse...

Eu também, Suka. Mas dependo da minha amiga, que é amiga da amiga...

30 anos? Me Deus! Mais que isso só no "O amor nos tempos do cólera". Enfim, sou disparatada demais pra entender tamanha frieza, classe, equilíbrio, sei lá o que é isso.

Oh Daniel! Bem vindo ao blog. Volte sempre. E que possamos tomar umas e outras no Empanadas, ou em qualquer outro boteco para falar de futebol, da vida, dos machos & fêmeas... Beijo e prazer!