sexta-feira, 7 de novembro de 2008

RIMAS POBRES

Mantenha-se calado.
Não tente mudar meu humor.
Não suporto piada sem graça.
Chega de papo de elevador.

Sim. Está frio. E daí?
Por acaso vem me aquecer?
Se não consegue encarar os meus olhos.
Se me deixou adoecer...

E você dizia que era amor.
Insistia para eu me entregar.
Chamava-me de medrosa.
Que eu devia me declarar.

Fui um idiota, perdi.
Foi tudo o que você soube falar.
Ainda sofro pelo não dito.
E não paro de pensar.


Uma coisa que eu preciso.
É ter de volta, resgatar.
O que você levou de mim.
A capacidade de acreditar.

Não queria me arrepender.
Nem achar que não valeu.
Mas não sei se há outro jeito.
Diante da falta de zelo teu.

Preferia que não fosse assim.
Achava importante manter a amizade.
Por tudo o que foi vivido, por nós dois.
Que porra de cumplicidade?!


E agora só restam estas pobres rimas.
Como forma de expressar.
Que não dá, não faz sentido.
Com pouco me conformar.

Porque se intensidade é doença,
prefiro a cura postergada.
De morno, basta o banho.
E mais ou menos, não é nada.

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julho de 2008

Este post continha 18 versos, cortei sete para o bem da humanidade (maio de 2011).

E cortei mais dois para deixá-lo menos tosco (julho de 2013)

4 comentários:

Rodrigo disse...

Rimas Tristes.

Rodrigo disse...

Não tinha visto o "mês de julho". Tá bom então, já faz tempo, outras inspirações. Ou não? (como diria uma moça que eu conheço)

Diogo disse...

é isso aí, de morno basta o banho e mais ou menos não é nada.

Vanessa Dantas disse...

É isso! Ou não... ;0)