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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

MEUS 50 FILMES

Tarefa difícil. Mas consegui listar meus 50 filmes preferidos (em ordem alfabética). Critério? Aqueles que me fizeram sorrir, chorar, pensar, despertar. Adoro listas. Principalmente porque não são estáticas. Mudam conforme o vento, o tempo, o sentimento. A de hoje é essa. 



  1. A Caminho de Kandahar, de Mohsen Makhmalbaf (Irã, 2001)
  2. A Cor do Paraíso, de Majid Majidi (Irã, 1999)
  3. A Felicidade Não se Compra, de Frank Capra (Estados Unidos, 1946)
  4. A Inglesa e o Duque, de Éric Rohmer (França, 2001)
  5. A Língua das Mariposas,  de José Luis Cuerda (Espanha, 1999)
  6. As Invasões Bárbaras, de Denys Arcand (Canadá, França, 2003)
  7. Adeus Lênin, de Wolfgang Becker (Alemanha, 2003)
  8. Apenas o Fim, Matheus Souza (Brasil, 2008)
  9. Banquete de Casamento, Ang Lee (Estados Unidos, Taiwan, 1993)
  10. Barry Lyndon, do Stanley Kubrick (Inglaterra, 1975)
  11. Casablanca, de Michael Curtiz (Estados Unidos, 1942)
  12. Cidade de Deus, de Fernando Meirelles (Brasil, 2002)
  13. Comer, Beber, Viver, Ang Lee (Estados Unidos, Taiwan, 1994)
  14. Dersu Uzala, Akira Kurosawa (Russia, Japão, 1975)
  15. Dolls, de Takeshi Kitano (Japão, 2002)
  16. Elsa & Fred, Um Amor de Paixão, Marcos Carnevale (Espanha, Argentina, 2006
  17. Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola (EUA, 2003)
  18. Feminices, de Domingos de Oliveira (Brasil, 2004)
  19. Festa de Família, de Thomas Vinterberg (Dinamarca, 1997)
  20. Habemus Papam, de Nanni Moretti (Itália, 2011)
  21. Janela da Alma, de João Jardim e Walter Carvalho (Brasil, 2001)
  22. Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho (Brasil, 2007)
  23. Jules e Jim, Uma Mulher para Dois, do François Truffaut (França, 1962)
  24. Kamchatka, de Marcelo Piñeyro (Argentina, 2002)
  25. Lugares Comuns, de Adolfo Aristarain (Argentina, 2003)
  26. Mar Adentro, de Alejandro Amenábar (Espanha/Itália/França, 2004)
  27. Match Point - Ponto Final, de Woody Allen (Luxemburgo, Estados Unidos, Inglaterra, 2005)
  28. Meia Noite em Paris, de Woody Allen (Espanha, 2011)
  29. Moça com Brinco de Pérola, de Peter Webber (Inglaterra/Luxemburgo, 2003)
  30. Narradores de Javé, de Eliane Caffé (Brasil, 2003)
  31. Ninguém Pode Saber, de Hirokazu Kore-eda (Japão, 2004)
  32. Nome Próprio, Murilo Salles (Brasil, 2007)
  33. Nova York, eu te amo, diversos diretores (EUA, 2008)
  34. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger (Brasil, 2006)
  35. O Desprezo, Jean-Luc Godard (França, Italia, 1963)
  36. O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, de Jean Pierre Jeunet (França, 2001)
  37. O Grande Chefe, de Lars von Trier (Dinamarca/ Suécia/Islândia/Itália/França/Noruega/Finlândia/ Alemanha, 2006)
  38. O Quarto do Filho, de Nanni Moretti (Itália, 2001)
  39. Paris visto por, Claude Chabrol, Eric Rohmer, Jean Rouch, Jean Douchet, Jean-Luc Godard, Jean-Daniel Polle (França, 1965)
  40. Paradise Now, de Hany Abu-Assad (França/Alemanha/Holanda/Israel, 2005)
  41. Promessas de um Novo Mundo, de Justine Shapiro, Carlos Bolado e B. Z. Goldberg (EUA, 2001)
  42. Querida Wendy, de Thomas Vintenberg, (Dinamarca/Alemanha/Inglaterra/França, 2004)
  43. Ser e Ter, de Nicholas Philibert (França, 2002)
  44. Sobre Café e Cigarros, de Jim Jarmusch (EUA, 2003)
  45. Terra de Ninguém, de Danis Tanovic (Eslovênia/França/Itália/Inglaterra, 2001)
  46. Uma Mulher é Uma Mulher, de Jean-Luc Godard (França, Itália, 1961)
  47. Um Beijo Roubado, de Wong Kar Way ((Hong Kong / China / França, 2007)
  48. Um Filme Falado, do Manoel de Oliveira (Itália, França, Portugal, 2003)
  49. Vermelho como o Céu, de Cristiano Bortone (Itália, 2006)
  50. Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen (Estados Unidos, 2008)
Acrescentei mais três filmes, na incapacidade de fazer a devida substituição:

  51. A Excêntrica Família de Antonia, de Marleen Gorris (Holanda, Reino Unido e Bélgica, 1995)
  52. Boleiros - Era Uma Vez o Futebol, de Ugo Giorgetti (Brasil, 1998)
  53. Edifício Master, de Eduardo Coutinho (Brasil, 2002)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

UM BEIJO ROUBADO

FOTO: Vanessa Dantas

Foi do sofá que ela avistou o abajur dos Beatles, lembrou dele resmungando e começou a gargalhar. Na verdade, começou somente a gargalhar, porque lembrando dele já estava, quase o dia todo, todos os dias, desde o último abraço. No fundo ela queria ele ali, esparramados naquele sofá, tão cúmplice deles dois. Preferia contemplar as cores saturadas do filme do Kar-Wai no aconchego do corpo dele. Por instantes, se sentiu a torta de blueberry, do mesmo Kar-Wai, e viu vantagem nisso.

Alguns anos com medo de encarar aquele filme pela segunda vez, fez com que o DVD comprado permanecesse intacto. E agora estava ali, na TV aberta, compreendendo que nem sempre há explicação para todas as coisas, que há perdas que pedem luto, mas que é possível amar intensamente mais de uma vez.

Poderia passar a vida cortando tomates, se fosse para tê-lo em sua cozinha, proseando, confidenciando, cantando Nelson Gonçalves e enchendo a sua taça. Da cozinha pra sala. Da mesa pro sofá. O mesmo sofá. O cúmplice. Das lágrimas e dos devaneios. E ponto.

O desejo era urgente, mas o zelo era maior. E assim, a cada encontro, adiavam o quarto. Porque sabiam que não teria volta. Do quarto pra cama. Da cama pra vida.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

TRANSGRESSÃO CINÉFILA III

*
MOMENTO CORTA PULSO: transgressão é lembrar que o longo mês de março com seus 31 dias acabou e eu não fui ao cinema uma mísera vez. Fim dos tempos.
*

quarta-feira, 10 de março de 2010

TRANSGRESSÃO CINÉFILA II

Diferente do mês de janeiro, quando assisti 14 filmes (veja aqui), no mês de fevereiro foram somente cinco, isso porque matei dois num dia só! Seguem na ordem assistida:
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1. ONDE VIVEM OS MONSTROS
Tão impróprio para crianças quanto o futebol que meu time vem jogando. Boa pedida. Mais sério e sensível do que eu esperava. Os monstros, muito expressivos, dão graça (e terror!) ao filme. Programa na medida: boa companhia, filme correto, chopp idem e o melhor hambúrguer da cidade (do Bar Balcão, claro!) arremataram uma quarta feira das boas.
*
2. O ENGARRAFADOR DE NUVENS
Trata-se de um documentário que conta a história de Humberto Teixeira – o “Doutor do Baião”, parceiro de Luiz Gonzaga – e por isso, já vale o ingresso. Sim, estamos falando do homem que "sempre se apaixonou por mulheres de olhos verdes". O filme é bom, mas poderia ser mais curto, ter menos Caetano, além de Asa Branca que por melhor que seja não precisava ser tocada tantas vezes. Confesso: cochilei. E mais: não me lembro da última vez que cometi tal gafe. É fato: minha cama é infinitamente melhor que a poltrona do cinema.
*
3. AVATAR
Exatamente o que eu esperava: uma ótima experiência 3D e só, somente só. A história é tosca e o final mais ainda. Pra dizer a verdade, nem lembro mais do final, mas como essa foi a frase que eu disse logo na saída do cinema, resolvi reproduzi-la. Longo, é verdade. Excessivo nas explosões. Poderia passar por um corte de pelo menos 40 minutos e eu garanto que nada perderia. A mama, aos 72 anos de idade, me ligou dizendo: “Filha! É o máximo. Adorei! Você tem que ver!”, parecia uma criança de sete. Logo, não poderia deixar de ir. Fui. Não me arrependo. Mas recomendo com parcimônia.
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4. EDUCAÇÃO
Uma sessão da tarde caprichada, para uma rede de TV menos ordinária. A história começa bem, mas termina numa obviedade que subestima o espectador. Há qualidade na filmagem, no desempenho dos atores, coisa e tal, mas não evolui. Despertou alguma lembrança. Também não é o caso de considerá-lo como perda de tempo, apenas “passa” tempo. Portanto, se há tempo disponível, ok. Do contrário, recomendo passar.
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5. O SEGREDO DOS SEUS OLHOS
O melhor de todos. Um dos grandes filmes do ano. Fui com a mama e a parte bonitinha foi quando ela disse: “vou guardar o ingresso pra não esquecer o nome do filme”. Os argentinos são bons mesmo no cinema, nos vinhos e na sedução (Ui!). A história instiga. O futebol se apresenta primorosamente como paixão. E o nome do filme carrega uma beleza à parte, afinal, são os olhos, sempre eles, os eternos traidores. Vale encarar.
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Hoje já é dia 10 de março e eu sequer passei na porta do cinema. Sofro...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

TRANSGRESSÃO CINÉFILA

Saldo do mês de janeiro: 14 filmes.
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Em 2010 me propus a "abrir a cabeça", o que significa mais ou menos como topar filmes que jamais arriscaria. Passado um mês, vamos aos fatos, digo, aos filmes:
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1. Lula, o Filho do Brasil
Fui à estreia, dia 01/01, Rio de Janeiro, sala lotada. Penso que a história de vida do Lula é infinitamente mais rica que a forma como foi contada e filmada. Confesso que preferia algo mais apelativo como "Filhos de Francisco", afinal, tanto blá blá blá que o filme é eleitoreiro, coisa e tal... Eleitoreiro é o escambau! A cena do discurso do Lula na Vila Euclides é a melhor, e eu queria mais dela. Mas também reconheço que não deve ser fácil fazer um filme de uma pessoa viva, e no poder. Acho até que foi o excesso de zelo que deixou o filme insosso. Não é perdido, não é ruim, mas a história do Lula merecia mais.
$
2. 500 dias com ela
Comédia romântica que cumpre o propósito de "passar o tempo". Nada de mais. Nada de menos. Parece que os homens também amam e sofrem. Ufa!
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3. NY Eu Te Amo
O melhor do mês. Pequenas e deliciosas histórias. Nada de novo, mas bem contado e o que é melhor, muito bem filmado. Grata surpresa. Recomendadíssimo.
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4. Procurando Elly
Iraniano. Interessante. Instigante. Misterioso. Causou ansiedade. Claustrofobia. Certamente intencional. Gostei. Só acho que o final poderia ser menos explicado.
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5. Hunami - Cerejeiras em Flor
Duas amigas o indicaram. Criei expectativas. Não gostei, mas também não odiei. Confesso que chorei e mesmo assim, tucanei! Não recomendo. Pretensioso. Tentou fazer o Kar Wai (coitado!). Desnecessário.
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6. A partida
Lindíssimo. Concorre fortemente com o melhor do mês (NY Eu Te amo!) e quem sabe com um dos melhores da vida. Ui! Simples. Japa. Corretíssimo.
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7. Abraços Partidos
Eu tento gostar do Almodóvar, mas ele não ajuda. Pra que tanto? Excessivo na história, não no tamanho do filme. Pelamordedeus, também não tô dizendo que o filme é ruim!
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8. Julie & Julia
Sessão da tarde gostosinha, ou melhor, saborosinha.
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9. Amor sem escalas
Bobo. Nada faz sentido. Tempo perdido. Preferia ter dormido. Ainda bem que não paguei o ingresso.
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10. Ele não está tão afim de você
Bobagem super mega blaster. Assisti no DVD. Por que transformar a mulher numa chatice e burrice sem fim? Não existe. Não é possível! E se depender dos ensinamentos, eles continuarão nem um pouco afim de mim.
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11. Invictus
Bom filme. Clint maduro. Com um apelo aqui, outro ali, compõe bem com o que se pretende contar. Bonita história. Morgan Freeman arrasa. Deve levar o Oscar. Copa (mesmo sendo de rúgbi) e África do Sul combinam com o momento. Ficou entre os 3 melhores do mês.
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12. Os Falsários
Mais do mesmo. Bom programa. A história é boa porque é real. No DVD, melhor ainda.
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13. Sideways
Já tinha assistido, mas como era uma das opções do Boeing 777 da TAM na volta das férias, resolvi assisti-lo novamente, mais pela aula de vinho do que pelo filme em si. É bacana. Bom passatempo para um voo.
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14. Jornada da Alma
Não fazia a menor ideia do que se tratava. A amiga colocou o DVD, topei. Me surpreendi, possivelmente pelo interesse no tema: amor e loucura. É bom saber que não estou só.
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No mais, recebi duas dicas de uma mesma fonte (super confiável) para começar o curto fevereiro: "Onde Vivem os Monstros" e "Vício Frenético", este último do Herzog. Quem topa?
*
A mama (que no caso cinéfilo não é lá muito confiável) também ligou dizendo que assistiu "Avatar" e que A-MOU! Olha que ela quase me convenceu... Só que aí eu não estaria com a cabeça simplesmente aberta, mas ES-CAN-CA-RA-DA!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

CASABLANCA DE BAIXO ORÇAMENTO

Foto: Vanessa Dantas. Centro do Rio de Janeiro.


Foto: web.me.com/mytravelsecrets. Filme Casablanca.


E para aqueles que, como eu,
não conseguem ouvir sem se emocionar:


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

QUERIA MAIS...


*
10 filmes. Foi o que consegui aproveitar da 33 Mostra Internacional de Cinema. Com empenho, e relativa organização do pouco tempo disponível, me pareceu um resultado até positivo. Tive sorte, pois nenhum dos filmes me fez dormir ou sair da sessão para um café. E olha que 3 deles assisti numa tacada só, com intervalo de 15 minutos entre um e outro para o xixi e água. Dias quentes trocados pelo escurinho, tela grande e ar condicionado. Sozinha ou acompanhada. Segue um pouquinho do que vi:


DOR FANTASMA
O título já entrega tudo. A dor fantasma é a sensação dolorosa referente ao membro amputado. No caso, o mocinho da história é quem perde parte de uma perna. Ciclista, charmoso, "pegador", pai, sortudo com os amigos, e vagabundo. Embora o roteiro não traga nada de novo, achei um bom filme. Boa direção. E pra quem tem facilidade de chorar, vale levar o lencinho. Eu, que sou durona, deixei as lágrimas empoçadas sem derramar nenhuma. Foi um dos selecionados do público (categoria novos diretores) e na referida sessão, todos os jurados estavam presentes. A Suzana Amaral é uma velhinha linda.
*
CRIMES DE AUTOR
Escolhi por causa do diretor: Lelouch. A trama é boa, muito boa. Você passa o filme inteiro sendo enganado. Imaginando o que não faz sentido. Inventando coisa onde não tem. Feliz escolha, e no CINESESC melhor ainda! Diz a lenda que o diretor chegou a assinar o projeto sob o pseudônimo de Hervé Picard, mas assumiu a autoria pouco antes de sua exibição no Festival de Cannes.
*
A MULHER DO LADO
Também escolhi por causa do diretor: Truffaut. A possibilidade de ver filmes antigos na tela gigante me fascina. Caiu como um presente, dos bons. O roteiro aparentemente comum é revelador, principalmente pelo lado psicológico dos personagens. A trama conta a vida de um casal que tem a rotina alterada com a chegada dos novos vizinhos. A tragédia da paixão. Romance, traição, cumplicidade, perdão, explosão. Excelente. Acerto maior foi não tê-lo assistido antes. Não podia, é certo. Me descobri muito menos disparatada do que supunha.
*
MAKING PLANS FOR LENA
Mais do mesmo. Christophe Honoré de sempre. Filme sem final. Acaba e pronto. Delícia contemplar o Louis Garrel mais uma vez. Bom, mas não recomendo pra qualquer um. Pode ser chato pra quem não gosta de filme beeeem francês. Eu gosto.
*
CÚMPLICES
O fime começa com o corpo de um garoto morto num lago. É pesado, mas bom. O final é previsível, o filme nem tanto. O melhor foi assistir na preferida sala 10 do Bourbon, descalça, com os pés na mega super hiper poltrona, e sair do cinema com o shopping fechado.
*
MAU DIA PARA PESCAR
A história (produção uruguaia e espanhola) se passa na América do Sul, no vilarejo de Santa Maria, na Argentina, onde o trambiqueiro e agente de um lutador de luta-livre alemão faz a proposta de mil dólares para aquele que conseguir resistir o gigante por 3 minutos no ringue. O final não poderia ser outro, e confesso que gostei. Dentre as pérolas está: "-Eu só fumo porque incomoda os outros" “-Excelente razão”. Baseado em um conto de Juan Carlos Onetti.
*
OS DISPENSÁVEIS
Ganhou prêmio de melhor diretor e ator (Competição de Novos Diretores). Eu dispensaria os prêmios e o filme. Cheguei e a sessão já tinha começado. Devo ter perdido algo muito importante, pois não encontrei nada que justificasse o sucesso. A história de um garoto que esconde o corpo do pai morto em casa com medo de ir parar no orfanato. E como desgraça pouca é bobagem, a mãe depressiva encontra-se internada numa clínica. Agora me diz, precisa de tudo isso?
*
QUERIDO LEMON LIMA
Americano bobinho, escolar, que só valeu para deixar a tarde um pouco mais leve depois do filme anterior. Filme adolescente, perfeito para Sessão da Tarde. A personagem principal se chama Vanessa. Achei ela mais boba do que eu, se é que isso é possível.
*
O ABRAÇO CORPORATIVO
Ganhou prêmio de melhor documentário. O começo é estranho, dá vontade de sair. Mas logo se justifica e fica bem interessante. Todo jornalista deveria assistí-lo. E o mundo corporativo também. Bela crítica à falta de checagem das fontes e aos oportunistas de plantão.
*
O SOL DO MEIO-DIA
Eliane Caffé, a mesma diretora do memorável Narradores de Javé, mais uma vez, acertou a mão. Excelente direção. Maestria na luz e brilhantismo no som. Chico Dias impecável e poesia pra arrematar. O fim ganha o filme. Não importa o motivo, e sim o que foi feito. Um tiro no peito. E se não fosse o barbudo lindo do meu lado, eu teria saído do cinema ainda mais pensativa. A equipe do filme estava lá. Foi engraçado, sem querer, recebi os parabéns pelo filme que não fiz.
*

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ANTES QUE O MUNDO ACABE...

Enquanto tento assistir o que restou da Mostra Internacional de Cinema, enquanto procuro um vestido longo e lindo para ser madrinha do segundo casamento da prima carioca, enquanto meu chefe decide se vou ou não à Brasília, enquanto resolvo se cancelo ou não a acupuntura da sexta-feira, enquanto não saro de uma gripe que parece eterna, enquanto preparo o relatório monstro que deixa o outro chefe feliz, enquanto corrijo o TCC dos meus alunos, enquanto penso em retomar a insana ideia de um doutorado pós encontro com o grupo de estudo de Socioantropologia da Hospitalidade, enquanto minha pequena sobrinha completa 3 anos da mais pura boniteza, enquanto tento falar com uma amiga que aparentemente desistiu de mim, enquanto seco o time dos outros, enquanto derreto na cidade-concreto, enquanto adio a visita a amigos queridos, enquanto cogito Bocaina, Rio e até Bahia para o feriado do 20 de novembro, enquanto respondo "não sei" quando me perguntam o que pretendo fazer na passagem do ano, enquanto a cerveja gela, enquanto não ganho na mega-sena sem jogar, enquanto espero ele propor me encontrar, enquanto resolvo de uma vez por todas arrumar a bagunça do quarto, e do meu coração... Eu recomendo: leiam dois fantásticos textos que falam de futebol, de gente, de paixão e, claro, Copa do Mundo!
*
Ambos disponíveis no: http://www.copa2014.turismo.gov.br/. Realmente imperdíveis!


TEXTO 1: Meu personagem da semana: Nelson Rodrigues. Por Eduardo Goldenberg.
*

TEXTO 2: Deus não joga dados. Por Edin Sued Abumanssur.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O LEITOR

Alguma mulher fica o tempo o bastante
para saber o que se passa na sua cabeça?

*
Não queria te aborrecer.
Você não tem esse poder. Não é tão importante

para conseguir me aborrecer.

*
Leia primeiro pra mim. Depois faremos amor.


*
Quanto mais sofro, mais amo.


*
O que sentimos não tem importância.

O importante é o que fazemos.
**
Frases do filme O LEITOR, de Stephen Daldry,
Alemanha/Estados Unidos, 2008.

FOI APENAS UM SONHO


"Muita gente percebe o vazio,
mas não tem coragem para ver a falta de esperança."


* "Você precisa saber tudo o que você tem,
tudo o que você quer,
e saber sobreviver sem tudo isso."


*"Não te amo. Eu te odeio.
Você foi só um cara que me fez rir numa festa."
*
Frases do filme FOI APENAS UM SONHO,
de Sam Mendes, EUA/Inglaterra, 2008

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

APENAS O FIM

Li um texto do Domingos de Oliveira na Revista Bravo (que pode ser lido aqui!) em dezembro de 2008 elogiando o referido filme. Fiquei curiosa! Fui e gostei muito!



- Você é uma fraude, sabia? Uma fraude!
Bem bonitinha, mas uma fraude.

*
- Você me ama?
- Falar sobre amor é clichê.
- Falar que falar sobre amor é clichê é que é clichê.
*

- Você foi feliz comigo de verdade?
- Não. Mas a culpa é minha!

- O que você mais gosta de mim?
- Eu gosto do jeito que você toca flauta com o nariz.

*
- Você não é tão diferente assim, preciso te informar isso.
- Boa parte desse monstro que sou hoje é culpa sua.
*

- Eu sou aquela vontade que dá, de repente, de tomar Fanta Uva.
- Você é o Menthos.
*
- Qual o homem mais bonito do mundo pra você?
- Chico e o Johnny Depp.
- Não pode ser outro?

*
- Você vê filmes demais. Vai acabar me amando pra sempre.

*
- A gente se perdeu no momento em que a gente se encontrou.

*
- Vocês mulheres tem uma visão completamente equivocada do que nós pensamos sobre as mulheres. Qual a mulher que a gente mais respeita? Não é a nossa mãe que mostra o peito pra gente logo no primeiro encontro?

*
- Descobrir que a vovó Mafalda era homem
foi traumático para toda uma geração.

*
- Eu vou sentir falta das suas mãos quentinhas.
- E eu do seus pés, sempre gelados.

*
- Você acha que iria gostar de mim se eu não fosse tão complicada?
- Acho. Gostaria sim.
*

- A única diferença entre a arte e a terapia
é que se eu deixar de escrever um dia, não pago a sessão.

*
- Você é meu chicletinho mastigado.

*
- O único lado bom de morrer de amor
é que você continua vivo.


- Ontem eu calculei. Você me deu
13 rosas durante o nosso relacionamento.
*

- Você acredita em Deus?
- O problema não é saber se ele existe ou não.
É saber quando ele tá blefando.

*
- Desculpe. Eu não sei o que é ficar cansado de você.
*

- Como era o seu bilhete?
- Triste, impactante e com cheiro de morango.

*
- O que você acha mais importante: amor ou sexo?
- A primeira opção. Mas qual foi mesmo
a primeira coisa que você falou?

*
- Se você ficasse eu faria de tudo
para eliminar todos os meus defeitos,
mesmo não sabendo direito quais são.

**
- Isso é só o fim. O que importa já foi feito.
- E agora? Agora é o resto das nossas vidas.



Frases do filme APENAS O FIM,
do Matheus Souza (Brasil, 2008).

sábado, 11 de julho de 2009

JEAN CHARLES

Esperava mais.
O filme poderia ter acabado antes.

Mentira tem que ser contada com detalhe.
Quando você conta com detalhe é que ela funciona.

*
Filho é uma coisa bonita pra pôr no mundo.

*
O sistema é bruto.
*

"Tamo" junto e misturado.

*
Faz o favor de passar bem!

*

Frases do filme Jean Charles,
de Henrique Goldman (2009)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

GRAN TORINO


O que mais apavora um homem
é o que ele fez e não era obrigado a fazer.

Posso não ser a melhor companhia,
mas casei com a mulher mais incrível do planeta.
*
Frases do filme GRAN TORINO,
do Clint Eastwood (EUA/Canada, 2008)

ALEXANDRA


- Você cheira tão bem. Aquele cheiro que, às vezes, os homens têm.
- Vocês mulheres são todas iguais!

(diálogo - avó e neto)
*
Frases do filme Alexandra,
de Alexander Sokurov (Russia, 2007).

sexta-feira, 12 de junho de 2009

CASABLANCA

Ganhei de presente. Desde então, Casablanca tornou-se para mim um daqueles filmes, quase únicos, que quanto mais assisto, mais gosto. Foi no sofá da minha casa, debaixo do edredom que fui feliz mais uma vez.





- Você é muito cínico Rick, se me perdoa a franqueza.
- Perdôo você!

- Você me despreza, não?
-Se ao menos pensasse em você, provavelmente desprezaria.

- Consigo a mesma coisa pela metade. Isso faz de mim um parasita?
- Parasitas não me incomodam. Aqueles que dão descontos sim.

- Tenho muitos amigos em Casablanca, mas já que você me despreza, é o único em que confio.

- Onde estava ontem à noite?
- Faz tanto tempo, que já nem lembro.
- Vou te ver hoje à noite?
- Nunca planejo com tanta antecedência.

- Suspeito que debaixo do seu verniz de cinismo, você é no fundo um sentimental.

- Não me arrisco por ninguém.

- Senhorita, ele é o tipo de homem que se eu fosse mulher, e eu não estivesse por aqui, acho que me apaixonaria por Rick.

- Deixe-o em paz, senhorita. Você traz azar a ele!

- Toque uma vez, Sam. Pelos velhos tempos.
- Toque, Sam. Toque “As time goes by”
- Não me lembro Srta. Ilsa. Devo estar enferrujado.

- Eu me lembro de todos os detalhes. Os alemães vestiam cinza e você, azul.
- Eu guardei o vestido.

- De todos os botecos, em todas as cidades, no mundo todo, ela entra no meu.

- Se ela aguentou, eu também posso aguentar. Toque, Sam.

- Quem é você de verdade? E o que você era antes? O que fazia, e o que pensava?
-Dissemos sem perguntas.

- Estou de olho em você, garota!

- Um franco pelos seus pensamentos.
- Na América só dariam um centavo. Acho que é quanto valem.
-Aceito pagar mais. Me diga!
- Bem, estava pensando... Por que tenho tanta sorte. Por que achei você esperando que eu aparecesse.
- Por que não há outro homem em minha vida? É fácil. Havia. Ele está morto.

- O mundo todo desmoronando e escolhemos essa hora para nos apaixonarmos.
- Não poderia ser pior hora. Onde você estava 10 anos atrás?

- Isso foi um canhão? Ou é meu coração batendo?

- Beije-me como se fosse a última vez.

- Poderia contar para o Rick que eu conheci em Paris, ele entenderia. Mas para aquele que me olha com tamanho ódio...

- Não mencionaria Paris se fosse você. É falta de talento para vendas.

- Vá em frente e atire. Estará me fazendo um favor.

- Se soubesse o quanto te amava. Se soubesse o quanto te amo.

- Ainda é uma história sem final. E agora?
- Agora? Eu não sei. Sei que nunca terei forças para deixá-lo mais uma vez.

- Fugi de você uma vez. Não posso fazê-lo de novo.

- Gostaria de não amar você tanto.

- Lembre-se que esta arma está apontada para o seu coração.
- É o meu ponto menos vulnerável!

- Mas e nós?
- Sempre teremos Paris!

- Acho que este é o início de uma bela amizade!
*
*

Frases do filme Casablanca,
do Michael Curtiz (EUA, 1946)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

DOMINGOS

Domingos é um documentário de estréia da atriz Maria Ribeiro - celebra a vida e a obra do cineasta e dramaturgo Domingos de Oliveira. Assisti no CineSec, no Festival É Tudo Verdade. Os dois estavam lá e a Priscila Rosembaum, mulher do Domingos, também. Foi ótimo vê-lo de perto (ele é tão pequenino, não imaginava!) e ouvir a sua voz, eternamente embriagada. Adoro o Domingos e o documentário conseguiu ter a cara dele.


... profunda noção da minha extrema felicidade.


* Fiquei apaixonado por duas ou três. Naquela época eu tinha coração pra isso, me apaixonava por duas ou três.
*
Naquele tempo eu era hippie, de esquerda,
considerado o máximo.
*
Nessa idade não quero ter que pensar em dinheiro. Dá pra imaginar eu sem dinheiro pra pagar o aluguel no final do mês? Quero pensar na morte, algo existencial.
*
A coisa mais importante do mundo
eu sempre acho que é o amor.
*
Deus não existe.
Agora se Deus existe, o problema é dele!
*

Godard me ensinou a liberdade, poder fazer tudo,
foi um professor, eu diria.
Truffaut que se pode colocar música clássica no cotidiano.
Carlitos, o que mais amou.
E Fellini, o maior de todos, é o mestre.

A própria arte é a vida sem as partes chatas.
*
- Se você tivesse que escolher
uma mulher para o casamento, que critério usaria?
- O difícil não é escolher uma. É desistir de todas as outras.
*
- Você tá tão bem!
- Você precisa me ver nu.
*
Eu casei cinco vezes, gostaria de ter casado dez.


Eu sofro muito, mas só de amor.


Eu não sofro por outro motivo.
**

SSe eu não tivesse o mundo inteiro dentro de mim,
ficaria cego quando abrisse os olhos (Goethe).
*
Minha obra é medíocre,
minha visão de mundo é que é legal, é bela.


Eu tenho muito amor dentro de mim.
*
Ninguém tira de letra a vida.
*
Filho é uma paixão.
O filho te dá a possibilidade de viver uma segunda vez.
*
Ao mesmo tempo que você se expõe,
se expõe tanto que não expõe.

Eu não quero nada. Eu quero ficar vivo.



Frases do documentário Domingos
(Maria Ribeiro, Brasil, 2009).

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O CASAMENTO DE RACHEL

Recomendado pelo Edu Rodrigues.
Assisti e gostei!

Falando em cachorros, quando vou conhecer o seu noivo?

* Charlie Parker dizia que a música fala mais que a palavra.

* É advogado? Fui, por cinco minutos.
É que você fala juridiquês.

A única parte que cabe aos pais dos noivos
é sorrir como bonecos e assinar os cheques.

A medida de vida não é o quanto você é amado,
mas quanto ama os outros.

*Que Deus abençoe esta família e nos convide para jantar
porque minha mulher não sabe nem fritar um ovo.
*
*
Frases do filme O CASAMENTO DE RACHEL,
de Jonathan Demme, EUA, 2008.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

BUDAPESTE

Assisti e não gostei!
*

Budapeste é amarela.
*
Foi assim, com o pensamento em branco,
despojado de amor próprio que engravidei Vanda.

*Única, intacta, intraduzível.
*
Eu acredito em tudo o que você me contar.
Eu vou fazer com que compreendam a sua grandeza.
*
A poesia de verdade desaba por dentro. Como no amor.
*
O resto é silêncio.
*
Dizem que (húngaro) é a única língua que o diabo respeita.
*
Em húngaro, tornei-me poeta.
Podia escrever qualquer coisa.
*
Castiga-me infinitamente.
*
Saudade. Pão de Açúcar. Maracanã. Guanabara.
Avenida. Casa. Saudade. Marimbondo. Adstringência.
*
Devia ser proibido debochar
de quem se aventura na língua estrangeira.
*
Por que choras assim, se isso de nada serve?
*
Posso ser um estrangeiro,
mas não maltrato meu idioma como você.
*
*
Frases do filme Budapeste, de Walter Carvalho (2009),
baseado no livro homônimo de Chico Buarque.
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Recomendo a leitura do texto: BUDAPESTE,
no blog Caderno Digital, da Andrea.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

CINZAS DO PASSADO REDUX



"Sabe qual a diferença entre água e vinho?
O vinho aquece a alma, e a água esfria."

"As pessoas se apaixonavam por ele
e quase sempre se machucavam."

"Alguns se dão conta de que amam a pessoa
só depois de deixá-la."
*
"As palavras de um homem embriagado
não podem ser levadas a sério."
*
"A
vingança tem seu preço!"
*
"Quem não se dá ao trabalho de contar dinheiro, logo o perde todo."
*
"Enganar uma mulher nunca é tão fácil como se imagina."
*
"O fruto não provado é o mais doce."
*
"A melhor forma de evitar a rejeição é rejeitar os outros primeiro."
*
"Diz que a memória é a raiz do problema do homem."
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*Frases do Filme CINZAS DO PASSADO REDUX
(Ashes of Time Redux), do Kar Wai Wong, 2008.

A JANELA


O piano, como as mulheres,
deve ser tocado de vez em quando, senão....

*
Frase do Filme A JANELA,
de Carlos Sorin (Argentina/Espanha 2008)