A amiga da amiga da minha amiga namorou quatro anos, casou há cinco. Tudo bem meu bem, até que a mudança no comportamento do marido suscitou desconfiança. Pouco sexo, impaciência, excesso de compromissos, viagens, trabalho, celular desligado, desculpas esfarrapadas. Juntando os dois clichês “onde há fumaça há fogo” e “quem procura acha”, achou. Fogaréu, incêndio.
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O amado dormia “de conchinha”, fazia planos e trocava declarações. Não somente com uma. E há mais de três anos.
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Doeu. Tremeu. Chorou. Vomitou.
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Documentou. Procurou um advogado, se organizou. Calou.
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Jantaram juntos ontem, comemorando hipocritamente o Dia dos Namorados. Hoje à tarde, depois do almoço, seria o momento de pedir a separação. Decidida, não contaria nada do que sabe. Nada de descer do salto. Quer a metade do patrimônio que conquistaram no período e só, somente só. A merda vai pro ventilador apenas se ele dificultar a separação.
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A história não é nova, sabemos. Muitos homens traem, pouquíssimos são profissionais. Muitas mulheres (quando desconfiam) fuçam, são raras as que conseguem, ao descobrir algo, manter a classe. Confesso: estou curiosa pra saber o final, ou melhor, pra ver até onde vai a frieza o equilíbrio dela.